Alberto Bial, quem diria, está de volta na pauta do blogsemfirula. Comentando no Sportv sobre a participação de dois brasileiros no time de pólo aquático da Espanha nessas Olimpíadas, o Sr. Alberto criticou os atletas por abandonarem o Brasil para competir por outro país, apesar da falta de estrutura e apoio para a modalidade. Ele citou o futebol e o vôlei como exemplos de administrações competentes, que conseguem manter seus atletas competindo pelo Brasil. Não quero entrar no mérito da questão, se os jogadores de pólo estão certos ou errados, mas escutar que a administração do futebol brasileiro é um exemplo a ser seguido, é que não dá. Ou será que Sr. Alberto não sabe o número absurdo de jogadores que exportamos todos os anos para os campeonatos do mundo todo. Que não conseguimos segurar nem mais os jogadores medianos. Que quase todos os clubes no Brasil estão endividados até o pescoço e que na CBF e na CBV imperam os mesmos presidentes por décadas. Pior de tudo é ouvir uma bobagem dessas e não ter ninguém ao lado do Sr. Alberto para contestá-lo.
Daniel Palma Lissoni
agosto 9th, 2008
Semana passada, durante o jogo do Brasil e Vietnã pelo amistoso de preparação para as Olimpíadas, Ronaldinho fez uma partida normal, com alguns bons momentos, mas também com a demora de sempre quando a bola está nos seus pés. Já durante a transmissão achei estranho um certo exagero do narrador da partida, que não me lembro agora, ao elogiar a participação dele no jogo. Afinal, foi um jogo ruim e sofremos até o final do segundo tempo, quando Thiago Neves fez o segundo gol. Porém, à noite, na edição do Jornal Nacional, a chamada dos âncoras foi a de que Ronaldinho comandou o Brasil, com passes geniais e lances maravilhosos. Perguntei-me naquele momento, será que só eu, repito, só eu ví que não foi nada disso do que eles estão dizendo? Ainda bem que escutei outros comentaristas que desconsideraram a atuação da seleção frente ao Vietnã como um bom teste. Porém a dúvida permanece: o que a Globo ganha levantando a bola do Ronaldinho? Porque o Ronaldinho ganha muito, além dessa mídia gratuita que ajuda em seus contratos publicitários, ninguém lembrou muito do fracasso dele em 2000.
Daniel Palma Lissoni
agosto 6th, 2008
Vale lembrar: durante a Copa do Mundo de futebol de areia, o jogador Bruno Marias deu uma declaração simples, mas comovente. Enquanto falava da importância que aquilo tudo representava, pegou na camisa amarela do Brasil e disse: “Isso aqui é um manto! Quando a gente veste isso aqui, tem que saber que tem uma nação atrás da gente”. Será que Ronaldinho Gaúcho, Robinho, Alexandre Pato, Diego, Gilberto Silva, Kaká, Daniel Alvez, Mineiro, Adriano, pensam assim?
Fabiano Rampazzo
agosto 6th, 2008
No Arena Sportv desta segunda-feira muito se falou sobre Ronaldinho Gaúcho e suas fases oscilantes. Em dado momento, o apresentador e narrador Cléber Machado disse, seguro de si, com ênfase e entonação, que na Copa de 2006 “o Ronaldinho Gaúcho tinha que ter sido sacado no intervalo do jogo contra a Austrália”. Como é que é, Cléber? Por que você esperou dois anos para dizer isso? Por que não disse isso na hora, durante a Copa? Durante a Copa ninguém questionava a presença de Ronaldinho Gaúcho, ao contrário, enalteciam ao máximo, dizendo que uma hora ele iria arrebentar! Aí, agora, dois anos depois, Cléber Machado vem e diz isso como se fosse a coisa mais óbvia do mundo? Meudeusdocéu! Como o Cléber Machado é sabido, não? Ser comentarista de futebol é ou não é a profissão mais fácil do planeta?
Fabiano Rampazzo
julho 30th, 2008
Alberto Bial (irmão do Pedro BBB), comentarista do Sportv, disse, horas antes da finalíssima da Libertadores, que seria impossível o Fluminense perder o título. Durante esta semana, o jornalista, que comentava o Pré-olímpico de basquete, disse ter certeza absoluta de que o Brasil passaria pela Alemanha e que iria para as Olimpíadas de Pequim. Olha, tudo bem um jogador ou um torcedor ser otimista ao extremo, mas um comentarista? Que exagero, hein seu Alberto! Espero apenas que ele poupe-nos desses comentários e dessas “certezas” nas competições olímpicas, caso contrário corremos sério risco de voltarmos sem nenhuma medalha de Pequim.
Fabiano Rampazzo
julho 18th, 2008
Na sua coluna, ontem, 14 de julho, no caderno de esportes da Folha de São Paulo, José Geraldo Couto fez uma referência a uma comida de bola que um jornalista da Globo deu ao entrevistar o ex-técnico da seleção, Carlos Alberto Parreira. São exemplos como esse que mostram quanto a proposta do blog é importante para uma cobertura jornalistica mais verdadeira e sem firula.
Abaixo segue o texto da coluna de José Geraldo Couto.
“Foi engraçado ver Parreira no Esporte Espetácular da Globo, ontem, dizer que alguns atletas (leia-se Ronaldo e Adriano) não tinham a forma física necessária para disputar a Copa de 2006. Bem que o entrevistado poderia ter indagado: Então, por que você os escalou? Ou, mais sucintamente: onde você estava mesmo?”
Daniel Palma Lissoni
julho 15th, 2008
Em entrevista coletiva após a partida de ontem, contra o Figueirense, Alex Mineiro, atacante do Palmeiras, foi questionado por uma repórter: “Se você pudesse escolher entre rever, no próximo domingo, contra o São Paulo, o jogo em que o Palmeiras perdeu por 2 X 1 ou o que venceu por 2 x 0, qual você escolheria?” Alex Mineiro franziu a testa como que pensando “será que eu entendi bem a pergunta” e assumiu a dúvida para a repórter, ao que ela repetiu: “no próximo domingo você prefere repetir qual dos últimos dois jogos contra o rival: a vitória ou a derrota?”
Caro leitor, cara leitora. Preciso comentar? Qual seria a próxima pergunta desta repórter? “Você preferia ser bonito ou feio? Você quer acordar amanhã vivo ou morto?”
A próxima vez que eu escutar de alguém que a escória das salas de aula das faculdades de jornalismo vai para o futebol serei obrigado a concordar.
Ps: a entrevista foi veiculada pelo canal Sportv e a repórter, mulher, e seu veículo, não foram identificados. Se sou eu o chefe desta repórter, na boa, é justa causa.
Fabiano Rampazzo
julho 11th, 2008
Ainda a final da Libertadores: Nosso amigo José Roberto Wright, comentarista de arbitragem da TV Globo, na transmissão da final entre Fluminense e LDU lançou as seguintes pérolas (sim fomos presenteados com uma dose dupla): “Ô Luis, esse goleiro da Liga Esportiva, o tal de Cavallos…né?” Meu Deus! Não seria Liga Deportiva, de LDU? Ou Wright pensa que é LEU?) E, quanto ao goleiro, tadinho do rapaz, confundido com um grupo eqüino? Na hora o locutor o corrigiu e disse: “Cevallos, Wright…”
Tá certo que nem todo mundo é obrigado a decorar nome de jogador, ainda mais ser for um gringo, mas final de Libertadores, jogo histórico, dá uma olhadela antes de falar, certo Wright! Amarelo pro senhor.
Cadu Cortez
julho 11th, 2008
Na edição de quarta-feira do CBN Esporte Clube, antes da final da Libertadores, Juca Kfouri chamou Renato Maurício Prado para comentar e, em seguida, desabafou. Disse que a elitização da torcida no futebol brasileiro era uma coisa que o angustiava: ”Já é um fato aparentemente irrecorrível. A imagem é a seguinte: eu conto nos dedos de uma mão o número de negros que eu consigo identificar no Maracanã”, afirmou. Essa doeu. Inconformada, perguntei para o motorista ao meu lado se ele tinha escutado o mesmo que eu. Sim, ficamos revoltados. Deixa ver se entendi bem. Não existe branco pobre, Juca? Se for negro é povão, se for branco é elite? É isso? Em que País você vive, Juca? Porque no Brasil o que mais se vê, nos estádios ou fora deles, são brancos pobres, meu querido. Mas, para ele, Juca, parece que os negros são o critério utilizado para identificar se um público é ou não elitizado. Então tá. Cada um merece a imprensa que tem. Para quem quiser escutar:
http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/wma/player_gradio.asp?audio=2008%2Fcolunas%2Fesporteclube%5F080702%2Ewma&OAS%5Fsitepage=sgr%2Fsgr%2Fradioclick%2Fradiosam%2Fcbn%2Fcbnesporteclube1
julho 7th, 2008
Ontem no programa Bem Amigos do Sportv, o comentarista Paulo César Vasconselos mandou essa pérola: “quando o jogo começa quem reseolve são os jogadores”. Brilhante observação, não acham?
Quando uma criança corre atrás da bola no corredor de casa, ou em uma pelada entre amigos e até numa final de Copa do Mundo, quando o jogo começa quem resolve são os jogadores. Sempre foi e sempre será assim. Só quem nunca deu um mísero chute em uma bola pode fazer um comentário desse tipo.
Daniel Palma Lissoni
julho 1st, 2008
Previous Posts